Glossário Gislene 1
Duas palavras do meu inconsciente: Universário: o marco de tempo que a gente tem no universo. Sumingo - um lindo domingo de sol
Escrito por Gi às 4:15:09 PM
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História de uma gata

(Me alimentaram, me acariciaram, me aliciaram, me acostumaram...)
O meu mundo era o apartamento detefon, almofada e trato todo dia filé-mignon ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento: Fique em casa, não tome vento!
Mas é duro ficar na sua quando, à luz da lua, tantos gatos pela rua toda a noite vão cantando assim:
Nós, gatos, já nascemos pobres porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa fui barrada na portaria sem filé e sem almofada por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia é no meio da gataria
Pela rua virando lata eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás Os Saltimbancos - versão Chico Buarque
Escrito por Gi às 3:57:06 PM
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Maiakovski
Maiakovski 
Comigo A anatomia ficou louca. Sou todo coração - em todas as partes palpita. uma releitura Contigo minha anatomia ficou louca. Sou toda coração - em todas as partes palpita. 
Escrito por Gi às 7:58:01 PM
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Cuidado com a rotina medíocre e mesquinha

Vamos, criatura!! (autor: De Rose) Você já parou para pensar que suas ações são meros reflexos de um condicionamento social que a escraviza a um comportamento estereotipado, comportamento de rebanho que caminha para o matadouro, infeliz, mas resignado? Já meditou no fato de que você não usa o seu livre arbítrio nem um pouco e que você pensa, fala, sente e age de acordo com aquilo que os outros esperam de você? Onde está o ser inteligente que se distingue do resto dos animais pelo seu poder de volição e de decisão? Ele está manifestado em você? Vamos, sinceridade. Você faz o que quer – ou, ao menos, atreve-se a pensar o que quer? Ou pensa aquilo que a família, a sociedade, os amigos, as instituições querem que você pense? Não, não pare de ler. Ou só vai ler as coisas amorosas que eu escrever? Enfrente pelo menos um pedaço de papel que lhe diz na cara que você não se assume. Que você tem sido tão influenciável pela opinião dos outros, que está se tornando uma pessoa sem vontade, sem personalidade. Não estou zangado, não. Estou é tentando sacudir você tão bem que talvez consiga despertar. Afinal, você é inteligente e sabe a enorme variedade de doenças físicas e psíquicas que advêm da frustração, da auto-mentira, da infelicidade crônica do dia-a-dia sem sentido, do stress causado pela rotina medíocre e mesquinha. Você já achou o sentido da sua vida? A vida é dinamismo, é movimento e não estagnação. Estagne-se pelo medo de agir e se deteriorará como as tantas esposas e mães que vivem frustradas e arrependidas por não se terem deixado arrebatar por uma grande causa… e hoje trazem no semblante os vincos indeléveis da infelicidade incurável, essa mesma infelicidade que não hesitam em oferecer como herança malsã às suas filhas para que vivam as as mesmas pressões, mesmas depressões, as mesmas conversas, as mesmas fofocas, a mesma impotência para um orgasmo pleno ou para uma opinião própria, as mesmas lamentações, as mesmas lágrimas… Você tem um compromisso cósmico agora! Mas tem, também, a liberdade de não aceitá-lo. O karma lhe deu a liberdade de opção que constitui a chave mestra de um fardo chamado responsabilidade. Só que, ingrata, você recusa essa dádiva e se obstina em não querer assumir a responsabilidade da decisão. Você se acomoda indolentemente na almofada fofa da inércia. Simplesmente por medo de enfrentar uma mudança. Já parou para pensar na idade que tem? Não acha que já está na hora de ter um pouco mais de maturidade? Vamos! Utilize uma pontinha de sinceridade e responda: essa é a vida que você queria? Ela a realiza? Você já pensou como é que vai ser o seu futuro se tudo continuar nessa covardia e nessa acomodação? Vamos, Criatura! Aventure-se, corra o risco que a vida é isso. A vida vale a pena quando se tem uma boa causa pela qual se possa sorrir ou chorar, pela qual se possa viver ou morrer. Quer mais? acesse aqui o blog do meu grande e amado Mestre
Escrito por Gi às 11:52:33 AM
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Dia da Terra

"Eu sou um leão de fogo Sem ti me consumiria A mim mesmo eternamente E de nada valeria Acontecer de eu ser gente E gente é outra alegria Diferente das estrelas...
Terra! Terra! Por mais distante O errante navegante Quem jamais te esqueceria?..." (Caetano Veloso)
Delicie-se com o vídeo
Escrito por Gi às 12:17:41 PM
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O Segredo

Guia da Felicidade, por Fernando Bonassi (grifos são meus, muito meus...) Sentar calmamente para tomar cafezinho. Abrir livros e jornais para tomar conhecimento. Não ter medo de dar. Não ter vergonha de receber. Pedir, se for o caso. Negar, se necessário... Fumar menos. Cantar mais. Sentir mais cheiros. Bocejar. Espreguiçar. Esquecer. Lembrar...Tomar banho. Tomar jeito. Desajeitar. Fazer massagem. Fazer piquenique. Fazer sacanagem. Cozinhar com temperos inéditos. Usar mais pimenta nas coisas todas. Compartilhar perdas e ganhos. Planejar. Perceber. Cultivar a lucidez, a loucura e a nudez. Dormir bem. Pensar bem. Vestir-se bem. Despir-se bem... Escrever cartas, telegramas, e-mails, enfim, estar em contato. Encostar-se. Aninhar-se. Viajar. Ir ao encontro do que quer que seja sem idéias preconcebidas... Dar-se direitos. Ter compromisso. Ter intimidades. Ter respeito. Exercitar-se. Arriscar-se. Organizar-se. Morder a maça... Admirar a diferença. Estabelecer alguma igualdade. Sexualizar a política. Politizar a sexualidade. Reciclar lixo. Respirar. Provocar. Enfrentar-se. Expor-se. Cuidar-se... Fazer bolinho de chuva. Beber água potável. Usar a língua. Usar a imaginação. Sentir, buscar entender a natureza dos ciclos dos nossos estados de espírito... Morrer de rir. Chorar com vontade. Confortar os aflitos. Desconfortar os acomodados... Desavergonhar-se do que é humano. Criar seres vivos. Jamais gozar com o mérito alheio. Ter consciência dos próprios méritos. Ter noção das impossibilidades... Lembrar que o tempo passa e que há tempo para tudo...
Escrito por Gi às 8:07:37 PM
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afinidades
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com, nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
(Arthur da Távola)
Escrito por Gi às 11:57:59 PM
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Música no ar
Uma canção belíssima do músico português Luis Represas, contida no novo cd de Margareth Menezes. Melodia leve... que me faz sonhar ou somente lembrar de alguém pra lá de especial na minha vida... Enquanto foi só um bom momento deu Enquanto foi só um pensamento meu Deus, deu só num caso forte a mais.
Enquanto se achava graça ao que se escondeu E a horas eram mais longas do que a verdade Fez p'ra ser só outro caso mais.
Enquanto for só ternura de Verão Eu vou, Enquanto a excitação der para um carinho Eu dou. Traz Uma leveza Ah, mas com certeza Eu dou Um outro melhor bom dia.
Já trocámos nortadas por vento sul Enquanto demos risadas foi-se o azul Nem sei qual deles foi azul demais.
Mas não ficará só a sensação de cor Nem sei o que o coração irá dizer de cor Se o Inverno for, depois, duro demais. Enquanto for só ternura de Verão Eu vou, Enquanto a excitação der para um carinho Eu dou. Traz Uma le veza Ah, mas com certeza Eu dou Um outro melhor bom dia. Bom dia! Bom dia!
Confira aqui
Escrito por Gi às 12:14:59 AM
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Mulher, casulos e borboletas
"Senhores, descobrir a verdadeira mulher é uma graça. Não ficar assustado, outra. Unir-se a ela requer a benevolênica de Deus... Que estranho encontro! Ela aparece bruscamente no rebanho das falsas mulheres, e o homem favorecido que a vê se põe a tremer de desejo e temor' (Louis Pauwels). (...) ... o sistema patriarcal privou o homem das mulheres verdadeiras (...), Em resposta, a mulher deve tornar-se consciente da Mulher que nela dorme: já é tempo que ELA saia do casulo."
VAN LYSEBETH, A. in Tantra, o culto à Feminilidade.
Escrito por Gi às 4:27:39 PM
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Mais Drummond
O amor é grande mas cabe no breve espaço de beijar. 
Escrito por Gi às 11:10:42 PM
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Gota d'água

A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos nas forças que não usamos na prudência egoísta que nada arrisca e que esquivando-nos do sofrimento perdemos também a felicidade. Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Gi às 10:42:16 PM
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 a poesia filosófica, profunda e extremamente simples de Arnaldo Antunes: Saiba: todo mundo foi neném Einstein, Freud e Platão também Hitler, Bush e Sadam Hussein Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância Maomé já foi criança Arquimedes, Buda, Galileu e também você e eu
Saiba: todo mundo teve medo Mesmo que seja segredo Nietzsche e Simone de Beauvoir Fernandinho Beira-Mar
Saiba: todo mundo vai morrer Presidente, general ou rei Anglo-saxão ou muçulmano Todo e qualquer ser humano
Saiba: todo mundo teve pai Quem já foi e quem ainda vai Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé Ghandi, Mike Tyson, Salomé
Saiba: todo mundo teve mãe Índios, africanos e alemães Nero, Che Guevara, Pinochet e também eu e você Na singela voz de Adriana Calcanhoto : http://www.youtube.com/watch?v=6lT_n2SyYV8
Escrito por Gi às 12:53:32 PM
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ainda sobre cinema

Mitologia Hindu Esqueci de mencionar no post de ontem que a última cena do filme Quem quer ser milionário? é nada mais, nada menos do que a imagem de Shiva e Shakti - a única referência à mitologia hindu que aparece durante o longa metragem. Não por acaso (outro grande filme), essa imagem representa a mesma coisa que Hollywood fazia antigamente com trens entrando em túneis... Mas aqui, por ser do oriente, ganha uma dimensão diferente do que "finalmente transaram e viveram felizes para sempre". Shiva e Shakti é uma magnífica representação do mistério da união de opostos que simboliza a essência da iluminação. No padrão hindu de Deus-Shiva e sua Shakti se encontra o poder procriador da substância imortal, fonte de toda a vida. Lindo, não?! (mas a imagem que aparece no filme é mais comportada para os padrões ocidentais do que a que ilustra este post, não confunda)
Escrito por Gi às 9:44:26 AM
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Cinema

Bollywood: eles aprenderam direitinho ou Hemisfério sul brilha na nova ordem mundial
Não resisti. Em plena terça-feira de Carnaval fui assistir ao grande vencedor deste 81º Oscar (o Oscar pós-estouro da crise financeira internacional) “Quem quer ser milionário?”, do diretor Danny Boyle. E acredite: fui agradavelmente surpreendida. Esperava uma história de pobres, num país pobre, cheio de misticismo e que a única saída seria ganhar muito dinheiro num programa de auditório. Encontrei a história de um homem que luta para ficar junto ao primeiro e grande amor da sua vida, que se passa num país em que a grande parcela da população vive de forma subumana, degradante e consequentemente convive com a violência, ignorância, humilhação e a mais cruel exploração possível: a das crianças e jovens por homens inescrupulosos e bestiais. Situação bem ocidental, distante do oriente que acreditamos zen e espiritualizado. Uma vez, ouvi de um intelectual qualquer que, na Índia, apesar da miséria ser até maior do que a do Brasil, não havia o grau de violência que temos aqui, pois o sistema de castas, ditado pela tal religiosidade, fazia com que todos se resignassem e aceitassem a situação como karma a ser superado. Bem, o filme, contemporâneo, não deixa dúvidas: miséria é miséria em qualquer canto, como diziam os Titãs, seja na Cidade de Deus ou em Mumbai. Ainda sobre Cidade de Deus, é impossível não comparar a famosa sequência de cenas da galinha/frango com a sequência de cenas do jogo de bola seguido da fuga da meninada pelas ruas do favelão oriental, logo no início do premiado filme – excelente, por sinal. Só pelos ousados (e esteticamente lindos) enquadramentos, em completa sintonia com o áudio (e que áudio, que tambores eram aqueles???), já valeria a pena ter ido a uma pré estreia lotada, num calor de 33 graus, na sombra, na sempre bela av. Paulista. Mas o grande final – não o desfecho da história, mas a dança coreografada na estação de trem – é Holliwood puro. Já dá pra imaginar o povo assistindo ao filme mais de uma vez para aprender os passinhos, tal qual minha geração fez com Os embalos de sábado à noite. De fato, os indianos aprenderam a fazer cinema, e foram além na criatividade e na escolha dos protagonistas. Fizeram bonito na grande festa do hemisfério norte. E parece até irônico que em pleno auge da crise gerada pela ganância financeira, o filme vencedor de 8 estatuetas da academia mostre que dinheiro é bom, mas não é tudo, mesmo para aqueles que são filhos (seria mais apropriado a palavra “cria”?) do colonialismo inglês e do cruel capitalismo. O protagonista não tem dúvida em trocar os milhões pela esperança de reencontrar sua amada, na verdade, ele só estava ali para isso. Irônico também o fato de que uma ONG lidera protestos contra o filme nos bairros pobres de Nova Delhi, afirmando que ofende a moral de quem vive nas favelas e barracos! E eu que pensava que a maior ofensa aos direitos humanos era exatamente permitir que pessoas vivessem naquelas condições. Isso me remete a outro filme:“Vale quanto pesa ou é por quilo???”. Para mim, "Quem quer ser milionário?" é mais um hino ao amor e ao respeito humano. Quem sabe, nestes tempos sombrios de recessão nas potencias mundiais, o mundo leve mais a sério essa mensagem...
Escrito por Gi às 8:38:37 PM
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Saudade
Às vezes, pela manhã te sinto no meio das minhas coxas 
e ao desejo, mistura-se a saudade transformando essa volúpia numa força que me faz crer poderosa, como se pudesse sair caminhando pelos ares, subindo às estrelas até te encontrar, matar essa vontade e te guardar para sempre dentro de mim. Mas quando toco o chão outra vez lembro da nossa realidade, paro e respiro: - vai passar!
Escrito por Gi às 12:17:57 AM
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